Por Merlanio Maia
O artista é um artesão da Arte, seja qual for a
expressão, ele renasce com um ímpeto de se expressar representando o mundo ou
criando mundos ideais de maneira estética, pois tem esta vinculação com o fazer
artístico.
Quem é este artista? É um médium das belezas
eternas, segundo o espírito Emmanuel, conforme afirma no livro O Consolador.
Veja bem, é um médium, mas não de espíritos; ele pode ir além, captar o objeto
de arte da própria natureza material ou espiritual. Isso é um fato!
O artista pode fazer arte engajada a uma filosofia
ou ideal e transitar pelo mundo representando esta sua ideia, como um objeto de
sua luta diária, como pode expressar sua religiosidade e sua espiritualidade,
ou, da mesma forma, expressar seu materialismo, etc.
Quando ele é engajado à Doutrina Espírita e tem o
desejo de levar os fundamentos e conceitos, a concepção de mundo segundo o
Espiritismo, ele faz o que chamamos de Arte Espírita. Que é como adjetivamos
este tipo de Arte que conduz na sua essência os fundamentos trazidos pelos
Espíritos e compilados por Allan Kardec.
Entendemos que a humanidade necessita de Arte para
seu equilíbrio emocional e psicológico. E como espíritas entendemos que há uma
necessidade espiritual de se fruir a arte como uma forma de sensibilizar as
fibras mais íntimas da alma. Assim, o artista espírita é muito importante na
harmonização, difusão e embelezamento deste universo do movimento espírita.
Entendemos também que o artista é antes de tudo um
ser humano igual aos outros, apenas com talentos diferentes, como também é o
médium, o orador, o administrador, além de todos os trabalhadores da Casa
Espírita, sem exclusão de nenhum, desde o que faz a limpeza, o que cozinha, o
que faz atendimento fraterno, o passista, etc., mesmo porque o artista espírita
pode ser além da sua arte qualquer um destes citados, acumulando talentos e
servindo conforme seu amor e sua consciência.
Por isso se faz necessário o engajamento do artista
a uma Instituição Espírita!
A nossa intenção é que todos os artistas, possam
estar engajados no movimento espírita, a fim de trabalhar na difusão do
Espiritismo, especialmente atendendo ao chamado do irmão Bezerra de Menezes em
prol da unificação.
O artista desvinculado da Casa Espírita é uma folha
solta ao vento, pois temos visto muitos que são vitimados pela perseguição
espiritual de graves consequências para ele. Inclusive alguns chegaram ao
suicídio, como chegamos a ver de perto esta infeliz ocorrência.
É esta a orientação da espiritualidade que buscamos
divulgar entre os artistas que fazem parte do nosso núcleo mais íntimo.
Assim sendo, nós que fazemos o DEARTES –
Departamento de Artes da FEPB, desejamos reunir os artistas espíritas todos:
dramaturgos, literatos, poetas, atores, músicos, compositores, dançarinos,
coreógrafos, pintores, cineastas, etc., para fazermos um trabalho conjunto no
sentido de disseminar os conceitos da Doutrina da Esperança pela Paraíba
inteira, fomentando a interação destes artistas, divulgando seus trabalhos, criando
eventos e apoiando os que já existem, com o intuito de fazer crescer o
movimento de Arte Espírita em todas as expressões e levando adiante, através da
estética espiritual, o pensamento de Jesus e Kardec.

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